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Medicina do Trabalho 11Saúde ocupacional · Goiânia (62) 3661-0052 Agendar

Espirometria ocupacional em Goiânia para quem respira o ambiente de trabalho

Pulmões levam anos para mostrar o efeito de uma exposição. A espirometria registra como o trabalhador respira hoje e permite comparar, exame a exame, se algo está mudando.

Em resumo
  • A espirometria mede volumes e fluxos de ar que o trabalhador consegue expirar.
  • É indicada pelo PCMSO para expostos a poeiras, fumos, névoas e outros agentes que afetam as vias respiratórias.
  • O resultado tem mais valor quando comparado com os exames anteriores do mesmo trabalhador.

Para quem o exame é indicado

A espirometria entra no roteiro quando o PGR identifica agentes que podem afetar os pulmões. Exemplos frequentes:

  • Poeiras minerais, como sílica, em mineração, pedreiras, marmorarias e construção civil.
  • Fumos metálicos em soldagem e fundição.
  • Poeiras orgânicas, como grãos, farinha e madeira, comuns no agronegócio e na indústria alimentícia.
  • Vapores e névoas químicas em pintura, limpeza industrial e laboratórios.

Também pode ser indicada para quem usa respiradores em atividades específicas, a critério do médico, como parte da avaliação para uso do equipamento.

Como o exame funciona

É um exame de sopro. O trabalhador coloca um bocal na boca, usa um clipe no nariz e, orientado pelo profissional, enche os pulmões ao máximo e sopra com toda a força, pelo maior tempo possível.

  1. Medidas: peso e altura são registrados, porque influenciam os valores de referência.
  2. Orientação: o profissional explica e demonstra a manobra.
  3. Sopros: são feitas algumas tentativas, até obter curvas aceitáveis e reprodutíveis.
  4. Prova com broncodilatador: feita apenas quando há indicação médica.
  5. Análise: o resultado é interpretado e considerado na conclusão do ASO.

O exame depende muito da colaboração. Um sopro "fraco" por falta de compreensão pode parecer alteração, por isso a orientação durante a manobra é parte essencial do exame.

Preparo: o que evitar antes

Algumas recomendações gerais costumam ser dadas:

  • Evitar fumar nas horas anteriores ao exame.
  • Não fazer refeição pesada pouco antes.
  • Evitar exercício intenso no dia.
  • Informar o uso de bombinhas e outros medicamentos respiratórios.
  • Usar roupa que não aperte o peito ou o abdome.

As instruções exatas, incluindo se algum medicamento deve ser suspenso, são passadas no agendamento. Nunca interrompa um remédio sem orientação.

Atenção: gripe forte, crise de asma recente ou cirurgia recente no tórax, abdome ou olhos podem ser motivo para adiar o exame. Avise antes de vir.

O que o resultado mostra

Os principais valores indicam quanto ar o trabalhador consegue expirar e com que velocidade. Eles são comparados com valores esperados para a idade, sexo, altura e outras características.

Padrões diferentes sugerem situações diferentes: obstrução das vias aéreas, como na asma, ou restrição da expansão pulmonar, como pode ocorrer em doenças do tecido pulmonar. O diagnóstico, porém, não sai só da espirometria: o médico considera histórico, sintomas e outros exames.

Espirometria e raio-X: dupla frequente

Para expostos a poeiras minerais, a espirometria costuma ser acompanhada do raio-X de tórax padrão OIT. Um mostra a função; o outro, alterações na imagem dos pulmões. Juntos, dão uma visão mais completa.

Quando a função também exige respirador, a avaliação pode se completar com o fit test qualitativo, que verifica a vedação da máscara no rosto do trabalhador.

Por que a série histórica importa

Um valor dentro da faixa normal pode esconder uma queda importante se, há dois anos, o mesmo trabalhador tinha resultados bem mais altos. Por isso, guardar e comparar os exames ao longo do tempo é tão relevante quanto o exame do dia.

Quedas consistentes em um mesmo setor sugerem que o controle da exposição precisa ser revisto, com ventilação, enclausuramento ou ajuste do programa de proteção respiratória. Veja outros exames do PCMSO em exames complementares.

Atendemos empresas de Goiânia e da região, de marmorarias e construtoras a indústrias de alimentos em Aparecida de Goiânia, Trindade e Senador Canedo.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre espirometria

A espirometria dói?

Não. É um exame de sopro, sem agulhas. Pode causar cansaço leve ou tontura passageira pelo esforço das manobras.

Fumante pode fazer espirometria?

Sim. A recomendação geral é evitar fumar nas horas anteriores ao exame. As instruções exatas são passadas no agendamento.

Com que frequência a espirometria ocupacional é feita?

A periodicidade é definida no PCMSO, conforme o agente e o tempo de exposição. Para alguns agentes, a NR-7 traz previsões específicas.

Preciso suspender a bombinha antes do exame?

Só com orientação. Informe no agendamento quais medicamentos você usa, e a equipe indicará o que fazer.

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