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Medicina do Trabalho 11Saúde ocupacional · Goiânia (62) 3661-0052 Agendar

PGRSS em Goiânia para clínicas, consultórios e laboratórios

Agulha, gaze com sangue, medicamento vencido e resto de revelador de raio-X não podem ir para o mesmo saco. O PGRSS organiza o caminho de cada resíduo do serviço de saúde, da sala de atendimento até a destinação final.

Em resumo
  • O PGRSS é exigido dos serviços que geram resíduos de serviços de saúde, conforme a RDC Anvisa 222/2018.
  • A vigilância sanitária costuma cobrar o plano no licenciamento sanitário e nas inspeções.
  • O plano precisa refletir a rotina real do estabelecimento.

Quem gera resíduo de serviço de saúde

Não são só hospitais. Clínicas médicas e odontológicas, consultórios, laboratórios de análises, farmácias e drogarias que aplicam injetáveis, clínicas veterinárias, estúdios de tatuagem e serviços de estética também entram na lista, conforme os procedimentos realizados.

Em Goiânia, regiões com muitos consultórios, como o Setor Bueno, o Setor Oeste e o Setor Marista, concentram boa parte desses geradores.

Os grupos de resíduos

GrupoO que éExemplos
APotencialmente infectantesMateriais com sangue ou secreções, culturas de laboratório
BQuímicosMedicamentos vencidos, reagentes, saneantes, revelador e fixador
CRadioativosRejeitos de medicina nuclear e radioterapia
DComunsSobras de comida, papéis administrativos, embalagens não contaminadas
EPerfurocortantesLâminas, agulhas, ampolas de vidro

A separação correta reduz custo: resíduo comum misturado ao infectante passa a ser tratado como infectante.

O que o plano descreve

  • Resíduos gerados em cada sala ou setor e seus grupos.
  • Recipientes, identificação e símbolos exigidos.
  • Rota interna de coleta e horários, evitando cruzamento com áreas limpas.
  • Abrigo temporário ou externo, conforme o porte.
  • Empresas de coleta, tratamento e destinação, com suas licenças.
  • Medidas em caso de acidente com perfurocortante ou derramamento.
  • Programa de capacitação da equipe.

Como trabalhamos

  1. Visita ao estabelecimento. Levantamos procedimentos, salas, volume de atendimentos e estrutura de armazenamento.
  2. Elaboração do plano. Redigimos o PGRSS adaptado ao porte e aos serviços prestados.
  3. Checagem dos prestadores. Conferimos a documentação de quem coleta e trata os resíduos.
  4. Capacitação. Orientamos a equipe sobre segregação e descarte seguro.

Segurança da equipe também é parte do plano

Acidentes com perfurocortantes estão entre os riscos mais comuns em serviços de saúde. O PGRSS conversa diretamente com o PGR e com o treinamento da NR-32, que trata da segurança e saúde no trabalho nesses estabelecimentos. Ter os três alinhados facilita a vida na inspeção sanitária e na fiscalização do trabalho.

Falhas comuns nas inspeções

Muitos estabelecimentos têm o PGRSS impresso na recepção e, mesmo assim, recebem exigências na inspeção. Os problemas mais frequentes são de rotina, não de documento:

  • Coletor de perfurocortante cheio além do limite indicado na embalagem.
  • Saco branco com resíduo comum, ou saco preto com material contaminado.
  • Lixeiras sem tampa ou que exigem contato manual para abrir, em áreas onde isso não é adequado.
  • Abrigo de resíduos sem identificação, sem limpeza ou usado como depósito.
  • Falta de comprovantes da coleta e do tratamento dos resíduos.
  • Equipe nova que nunca recebeu orientação sobre o plano.

Esses pontos são simples de corrigir quando alguém olha para eles com regularidade. Por isso, sugerimos que o estabelecimento faça verificações internas periódicas, usando o próprio plano como roteiro.

Clínicas que atendem trabalhadores, pacientes e acompanhantes no mesmo espaço ganham ainda mais com essa disciplina, porque reduzem o risco de exposição de quem circula pelos corredores.

Depois do plano

O resíduo infectante e químico sai do estabelecimento acompanhado de documentos de transporte e retorna com o certificado de destinação. Saiba como organizar isso em gestão de resíduos e MTR. Outros serviços para o setor estão em consultoria ambiental, como o PMOC para ambientes climatizados.

Perguntas frequentes

Perguntas sobre pgrss

Consultório pequeno, com um único profissional, precisa de PGRSS?

Se gera resíduos de serviços de saúde, a regra da Anvisa se aplica, com complexidade proporcional ao porte. Um consultório odontológico pequeno, por exemplo, tem um plano bem mais simples que o de um hospital, mas ainda precisa dele.

A vigilância sanitária pede o PGRSS?

É comum que a vigilância sanitária solicite o plano no licenciamento sanitário e verifique sua aplicação nas inspeções. As exigências específicas variam conforme o município.

Posso descartar medicamento vencido no lixo comum?

Não. Medicamentos vencidos ou sem uso, gerados no serviço de saúde, são resíduos químicos e precisam seguir o fluxo definido no PGRSS, com coleta por empresa habilitada.

O PGRSS precisa ser revisado?

Sim, sempre que o serviço mudar procedimentos, ampliar salas, trocar prestadores de coleta ou quando a vigilância sanitária exigir.

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